PRIMAVERA VERÃO 2023

Minas Trend Primavera Verão 2023

21 de Abril

Metaverso: um bilhão de pessoas em todo o mundo já estão dentro

Ainda pouco entendido, o Metaverso é um universo paralelo que vem se fundindo cada vez mais à vida de verdade. Cada vez mais pessoas, empresas e capitais estão embarcando nesta nova onda, que não é recente, mas que está bombando

O Metaverso é um conceito que existe há mais de três décadas, fundado em 1992. Mas, até recentemente, pouca gente conhecia a plataforma, explica Eliane El Badouy, da Inova Cunsulting, em uma palestra ministrada exclusivamente para a 27ª edição do Minas Trend.

Segundo ela, foi só depois que o Facebook anunciou no ano passado os seus planos de se tornar uma empresa de Metaverso foi que a ideia ganhou força.

“Se pararmos para pensar sob o ponto de vista psicológico, emocional e não entrando necessariamente na tecnologia, a gente pode entender que o Metaverso é uma extensão do nosso cérebro”.

De acordo com El Badouy, já tivemos uma experiência inicial de Metaverso com o Second Life, em 2003. Só que ela conta que a experiência não deu muito certo naquele momento, porque a gente tinha uma série de restrições de ordem gráfica, tecnológica e não tinha identidade. “O Second Life não tinha fluência de movimento. Mas ele passou por uma reestruturação muito interessante e, com as melhorias gráficas, com o avanço da tecnologia, com a integração das mídias sociais e com os suportes de devices de realidade aumentada e realidade virtual, o Second Life tem hoje uma plataforma chamada Sansar, que é muito mais parecida com o Metaverso”, explica.

Além do Second Life, Eliane Em Badouy conta que há outra plataforma que se chama Avaquim Life, que entrou no mercado 10 anos depois do Second Life. “O Avaquim é uma plataforma social, mas ele é um mundo virtual 3D. Ele tem cerca de 2,5 milhões de usuários mensais ativos só no Brasil. No mundo, são 10 milhões de usuários globais. A monetização do Avaquim Life é feita a partir da customização do seu próprio avatar. “Para você ter um avatar parecido com você, é possível comprar roupas, penteados, maquiagem, adereços, tatuagens e também determinadas habilidades, como, por exemplo, saber lutar ou dançar”.

Eiane El Badouy relata que toda essa evolução só foi possível quando Steave Jobs lançou o Iphone, porque o Smarth Phone tem uma série de tecnologias embarcadas que mudaram todas as formas de a gente fazer negócio no mundo. “O Iphone mudou o varejo, mudou a indústria da música, mudou o broadcasting, o streaming, a indústria fotográfica e tudo o que a gente conhece hoje”, diz.

O impacto do smartphone dentro do mundo digital foi muito grande, inclusive em nossas vidas. A partir dessa ideia de smartphone, tivemos uma série de negócios que mudaram a roda da economia no mundo inteiro. “Estamos falando de negócios que não existiam há 16 anos, que mudaram várias industrias. A entrada no Whatsapp no mercado fez com que as grandes telecons, os grandes grupos de comunicação entendessem que não eram mais empresas de transmissão de voz, mas, sim, transmissão de dados. Outro exemplo, bancos. Era um dos grupos que tinha maior barreira de entrada e barreira de saída no mundo. E aí a gente vê os bancos digitais comendo pelas beiradas”, exemplifica.

El Badouy diz que a gente vê que o comportamento humano é altamente influenciado e dependente de maneira bastante intensa da conectividade permanente. Porque isso molda a sociedade e os negócios, que estão empurrando o mundo para um universo cada vez mais Phygital, que é a união do mundo físico com o mundo digital.

“A gente não está falando de uma mudança meramente tecnológica. A gente está falando de uma questão que vai além da tecnologia, que envolve sociologia, antropologia e psicologia. É uma questão de life ware, é a evolução da nossa espécie, é a combinação da nossa vida com o hardware com o software. E cada vez que a gente passa mais tempo da nossa vida on-line, fica mais difícil distinguir a vida real da viva vivida digitalmente.

A gente entra no século XXI com a cabeça do século XX, que era carregada com um monte de conceitos e paradigmas do século XIX, ou seja, tudo era linear, tudo era absolutamente previsível. “E aí a gente entra nesse mundo novo, onde tudo era exponencial, instável, imprevisível e tem a fluidez de um líquido. O fato é que estamos vivendo uma conjunção de fatores que nos conduzem ao Metaverso. O principal modelo que está dentro disso, é que as mídias sociais foram o aquecimento. Isso tudo acompanhado pela pandemia. Passamos mais tempo nas mídias sociais e aplicativos de vídeo conferência e dentro delas, vimos que ninguém gosta de se mostrar feio. Todo mundo quer se mostrar mais bonito, mais rico, mais desejável, mais elegante”, descreve El Badouy. “E tudo isso a gente busca para conseguir mais engajamento. A gente quer ambientes que sejam instamagráveis. E tudo isso para que a gente se torne objeto de desejo para as outras pessoas”, diz.

“Temos dois grandes motivos para o Metaverso dar certo: razões de ordem tecnológica, que estão avançado cada vez mais, mas também motivos de ordem psicológica. Porque as pessoas não querem ser o que elas são. As pessoas gostariam de ter uma outra vida. Elas querem viver e experimentar situações que sejam livres de risco. Elas não estão satisfeitas com a sua aparência e obviamente elas querem que os outros as achem melhor do que são. E o Metaverso é o lugar onde, definitivamente esse tipo de desejo transforma a possibilidade de você ter essa realidade definitiva”, explica.

Na vida real, temos um termo que é “Be all you can be”, ou seja, seja aquilo que vc puder ser. Quando você vem para o Metaverso, o negócio muda. É “Be all you want do be”, ou seja:seja aquilo que você quiser ser. Essa pequena troca de verbo muda tudo na cabeça das pessoas. Na capacidade que cada um tem de se ver neste mundo.

Para Eliane El Badouy, o Metaverso é um lugar de escapismo, onde você não tem que se deparar com a dura realidade do dia a dia e muitas pessoas estão buscando esse tipo de realidade alternativa. Estamos falando de um bilhão de pessoas em todo o mundo. O metahumano, ou seja, os frequentadores do Metaverso, têm capacidade de escala, ele é onipresença e não envelhecem, não se cansam, não ficam doente. “Para se ter uma ideia desse alcance, temos hoje modelos metahumanos contratados pelas principais grifes internacionais.
 
Ainda pouco entendido, o Metaverso é um universo paralelo que vem se fundindo cada vez mais à vida de verdade. Cada vez mais pessoas, empresas e capitais estão embarcando nesta nova onda, que não é recente, mas que está bombando

O Metaverso é um conceito que existe há mais de três décadas, fundado em 1992. Mas, até recentemente, pouca gente conhecia a plataforma, explica Eliane El Badouy, da Inova Cunsulting, em uma palestra ministrada exclusivamente para a 27ª edição do Minas Trend.

Segundo ela, foi só depois que o Facebook anunciou no ano passado os seus planos de se tornar uma empresa de Metaverso foi que a ideia ganhou força.

“Se pararmos para pensar sob o ponto de vista psicológico, emocional e não entrando necessariamente na tecnologia, a gente pode entender que o Metaverso é uma extensão do nosso cérebro”.

De acordo com El Badouy, já tivemos uma experiência inicial de Metaverso com o Second Life, em 2003. Só que ela conta que a experiência não deu muito certo naquele momento, porque a gente tinha uma série de restrições de ordem gráfica, tecnológica e não tinha identidade. “O Second Life não tinha fluência de movimento. Mas ele passou por uma reestruturação muito interessante e, com as melhorias gráficas, com o avanço da tecnologia, com a integração das mídias sociais e com os suportes de devices de realidade aumentada e realidade virtual, o Second Life tem hoje uma plataforma chamada Sansar, que é muito mais parecida com o Metaverso”, explica.

Além do Second Life, Eliane Em Badouy conta que há outra plataforma que se chama Avaquim Life, que entrou no mercado 10 anos depois do Second Life. “O Avaquim é uma plataforma social, mas ele é um mundo virtual 3D. Ele tem cerca de 2,5 milhões de usuários mensais ativos só no Brasil. No mundo, são 10 milhões de usuários globais. A monetização do Avaquim Life é feita a partir da customização do seu próprio avatar. “Para você ter um avatar parecido com você, é possível comprar roupas, penteados, maquiagem, adereços, tatuagens e também determinadas habilidades, como, por exemplo, saber lutar ou dançar”.

Eiane El Badouy relata que toda essa evolução só foi possível quando Steave Jobs lançou o Iphone, porque o Smarth Phone tem uma série de tecnologias embarcadas que mudaram todas as formas de a gente fazer negócio no mundo. “O Iphone mudou o varejo, mudou a indústria da música, mudou o broadcasting, o streaming, a indústria fotográfica e tudo o que a gente conhece hoje”, diz.

O impacto do smartphone dentro do mundo digital foi muito grande, inclusive em nossas vidas. A partir dessa ideia de smartphone, tivemos uma série de negócios que mudaram a roda da economia no mundo inteiro. “Estamos falando de negócios que não existiam há 16 anos, que mudaram várias industrias. A entrada no Whatsapp no mercado fez com que as grandes telecons, os grandes grupos de comunicação entendessem que não eram mais empresas de transmissão de voz, mas, sim, transmissão de dados. Outro exemplo, bancos. Era um dos grupos que tinha maior barreira de entrada e barreira de saída no mundo. E aí a gente vê os bancos digitais comendo pelas beiradas”, exemplifica.

El Badouy diz que a gente vê que o comportamento humano é altamente influenciado e dependente de maneira bastante intensa da conectividade permanente. Porque isso molda a sociedade e os negócios, que estão empurrando o mundo para um universo cada vez mais Phygital, que é a união do mundo físico com o mundo digital.

“A gente não está falando de uma mudança meramente tecnológica. A gente está falando de uma questão que vai além da tecnologia, que envolve sociologia, antropologia e psicologia. É uma questão de life ware, é a evolução da nossa espécie, é a combinação da nossa vida com o hardware com o software. E cada vez que a gente passa mais tempo da nossa vida on-line, fica mais difícil distinguir a vida real da viva vivida digitalmente.

A gente entra no século XXI com a cabeça do século XX, que era carregada com um monte de conceitos e paradigmas do século XIX, ou seja, tudo era linear, tudo era absolutamente previsível. “E aí a gente entra nesse mundo novo, onde tudo era exponencial, instável, imprevisível e tem a fluidez de um líquido. O fato é que estamos vivendo uma conjunção de fatores que nos conduzem ao Metaverso. O principal modelo que está dentro disso, é que as mídias sociais foram o aquecimento. Isso tudo acompanhado pela pandemia. Passamos mais tempo nas mídias sociais e aplicativos de vídeo conferência e dentro delas, vimos que ninguém gosta de se mostrar feio. Todo mundo quer se mostrar mais bonito, mais rico, mais desejável, mais elegante”, descreve El Badouy. “E tudo isso a gente busca para conseguir mais engajamento. A gente quer ambientes que sejam instamagráveis. E tudo isso para que a gente se torne objeto de desejo para as outras pessoas”, diz.

“Temos dois grandes motivos para o Metaverso dar certo: razões de ordem tecnológica, que estão avançado cada vez mais, mas também motivos de ordem psicológica. Porque as pessoas não querem ser o que elas são. As pessoas gostariam de ter uma outra vida. Elas querem viver e experimentar situações que sejam livres de risco. Elas não estão satisfeitas com a sua aparência e obviamente elas querem que os outros as achem melhor do que são. E o Metaverso é o lugar onde, definitivamente esse tipo de desejo transforma a possibilidade de você ter essa realidade definitiva”, explica.

Na vida real, temos um termo que é “Be all you can be”, ou seja, seja aquilo que vc puder ser. Quando você vem para o Metaverso, o negócio muda. É “Be all you want do be”, ou seja:seja aquilo que você quiser ser. Essa pequena troca de verbo muda tudo na cabeça das pessoas. Na capacidade que cada um tem de se ver neste mundo.

Para Eliane El Badouy, o Metaverso é um lugar de escapismo, onde você não tem que se deparar com a dura realidade do dia a dia e muitas pessoas estão buscando esse tipo de realidade alternativa. Estamos falando de um bilhão de pessoas em todo o mundo. O metahumano, ou seja, os frequentadores do Metaverso, têm capacidade de escala, ele é onipresença e não envelhecem, não se cansam, não ficam doente. “Para se ter uma ideia desse alcance, temos hoje modelos metahumanos contratados pelas principais grifes internacionais.


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